Estudantes universitários noturnos: fatores patológicos, socioeconômicos e religiosidade associados ao risco de suicídio

Autores

  • Julia de Oliveira do Souto Universidade de Vassouras
  • Fernando Lopes Figueiredo Universidade de Vassouras
  • Brenda dos Santos Crispim
  • Camila Farenzena Raubach
  • Marcella Turon Baran
  • Leonardo Feijó Silvestre Mattos
  • Tassio Ferenzini Martins Sirqueira
  • Eduardo Tavares Lima Trajano
  • Larissa Alexsandra da Silva Neto Trajano Universidade de Vassouras

Resumo

O suicídio é o resultado de um processo que abrange a ideação suicida, o planejamento e, por fim, as tentativas de suicídio. Este estudo investigou a prevalência e os preditores de ideação suicida, tentativas de suicídio, depressão e desesperança entre 1.126 estudantes universitários. Os participantes responderam a questionários sociodemográficos e às Escalas de Depressão, Ideação Suicida e Desesperança de Beck. A prevalência de depressão foi de 41,28%, com associações significativas com fatores como sexo feminino, estado civil solteiro, ausência de afiliação religiosa, uso de substâncias e diagnóstico de transtornos mentais. A ideação suicida foi relatada por 15,45% dos estudantes, e a desesperança afetou 37,84%. Pensamentos suicidas foram mais comuns entre estudantes sem afiliação religiosa, que moravam com os pais e que consumiam álcool e drogas. Estudantes de cursos noturnos apresentaram maiores taxas de ideação suicida. O estudo destaca a necessidade de intervenções voltadas para esses fatores de risco e sugere a implementação de políticas de saúde mental nas universidades para promover o bem-estar dos estudantes e prevenir o suicídio.

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Publicado

23-12-2025

Edição

Seção

Dossiê Saúde Mental, Educação, Saúde e Gênero