Infâncias sequestradas em “Monstro”, de Hirokazu Kore-Eda: entre instituições de controle e existências dissidentes

Autores

  • Hugo Leonardo Silva de Melo UERJ /FFP/ UNIVASSOURAS
  • Alexandre Silva Guerreiro

Resumo

As questões de gêneros e sexualidades impactam os estudos das infâncias na contemporaneidade. A infância é sequestrada quando empregamos as punições que fazem com que a criança sofra e não consiga experimentar a infância de maneira plena. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as instâncias de controle da infância, bem como sobre sua representação no cinema, especificamente no filme “Monstro” (2023), de Hirokazu Kore-eda. Partimos de uma abordagem de textos e autores, como Michel Foucault e René Schérer, que pensam as instituições de controle, mais especificamente da infância, para, em seguida, abordarmos o filme japonês que narra o encontro de duas crianças em dissidência que se apaixonam e que são sufocadas pela sociedade. Concluímos que é urgente refletir sobre a forma como a cisheteronormatividade é imposta às crianças, impedindo seu pleno desenvolvimento e, por vezes, a própria vida.

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Publicado

23-12-2025

Edição

Seção

Artigos de Demanda Contínua