O pesquisador qualitativo e as marcas de sua subjetividade na produção do conhecimento

Autores

  • Aldeci Fernandes da Cunha UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE-UERN

Resumo

A pesquisa qualitativa exige uma imersão profunda do pesquisador no campo investigativo. Nesse processo, o pesquisador, enquanto sujeito constituído por crenças, valores, posições políticas e ideológicas, posiciona-se — mesmo que de forma não intencional — durante a interpretação das informações construídas na pesquisa. Este estudo tem como objetivo refletir sobre como as produções subjetivas do pesquisador influenciam o processo de análise e interpretação das informações produzidas ao longo da investigação. Parte-se da compreensão de que os elementos da subjetividade, em suas dimensões individuais e sociais, estão implicados nas formas de compreender e interpretar o investigado. A discussão fundamenta-se no conceito de Subjetividade em uma perspectiva cultural-histórica, conforme desenvolvido por González Rey (1997), que compreende o sujeito como um ser de posicionamento e produtor de sentidos. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de cunho teórico-epistemológico, que busca problematizar o papel do pesquisador no campo da pesquisa qualitativa. A partir da Teoria da Subjetividade, o estudo revela que o sujeito-pesquisador assume um papel ativo em todas as etapas da pesquisa, desde sua organização técnica até a análise e interpretação dos dados. Conclui-se que, diferentemente da lógica positivista, o pesquisador qualitativista não se isenta do processo investigativo; ao contrário, sua implicação subjetiva influencia diretamente as leituras, os sentidos e as interpretações construídas ao longo da pesquisa.

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Publicado

23-12-2025

Edição

Seção

Artigos de Demanda Contínua