Maternidades Atípicas: Desafios do Cuidado de Crianças com SCZ no Nordeste do Brasil
Resumo
Em 2016, confirmou-se no Brasil a relação causal entre a infecção pelo Zika Vírus em gestantes e a microcefalia nos bebês. Este estudo investiga a relação mãe-criança no contexto da Síndrome Congênita do Zika Vírus (SCZ) considerando diagnóstico, expectativas e crenças maternas sobre o filho, e os desafios enfrentados. Participaram 11 mães do Nordeste brasileiro, utilizando-se questionário sociodemográfico e entrevistas semiestruturadas aplicadas presencialmente e online. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo. Os resultados revelaram que o diagnóstico foi um marco que influenciou profundamente a percepção materna sobre seus filhos. As crenças das mães sobre o desenvolvimento infantil foram moldadas pelas informações recebidas durante a gestação, impactando suas vivências de maternidade. Além disso, idealizações sociais sobre o papel materno, ausência de suporte social e lacunas em políticas públicas foram identificadas como fontes de sobrecarga emocional e prática. Sob as perspectivas da psicologia perinatal e do desenvolvimento humano, o estudo destaca a necessidade de compreender a dinâmica mãe-criança no contexto da SCZ, considerando os impactos no vínculo materno, nas práticas de cuidado e no desenvolvimento infantil. Espera-se contribuir para estratégias de apoio a populações vulneráveis, ampliando o entendimento sobre os desafios da maternidade atípica no Brasil.
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Copyright (c) 2025 Iasmim Oliveira, Roney Da Silva Arrais , Tamires Nascimento Dos Ramos, Lucivanda Cavalcante Borges de Sousa

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