O processo de significação do corpo de pacientes com estomia intestinal durante a internação hospitalar

Autores

  • Talídyna Moreira de Oliveira Fundação de Saúde de Teresina
  • Denise Falcão Costa Coelho Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí.
  • Francisco Magno Lima Alvez Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí
  • Laís de Meneses Carvalho Arilo Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí
  • Francisca das Chagas Sheyla Almeida Gomes Braga Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí
  • Hiago Veras Gomes Universidade Federal do Pará

Resumo

RESUMO (português): O hospital configura-se como um espaço destinado à assistência, recuperação e reabilitação em saúde. Contudo, embora os procedimentos realizados nesse contexto visem à promoção da vida e à melhoria das condições de saúde, muitos deles, como a confecção de estomias, também se constituem como potenciais fontes de estresse, gerando repercussões físicas, emocionais e sociais, apesar dos benefícios terapêuticos que proporcionam. Este estudo qualitativo e descritivo objetivou compreender o processo de significação do corpo de pacientes com estomia intestinal durante a internação hospitalar. Foram entrevistados 5 pacientes (2 mulheres, 3 homens; média de 45,6 anos) de um hospital universitário do nordeste brasileiro. Os diagnósticos incluíram Doença de Crohn, Câncer colorretal, Câncer de intestino e dois possuíam Retocolite, sendo todas estomias temporárias (3 ileostomias, 2 colostomias) com tempo de uso variando de duas semanas a um ano e seis meses. A análise de conteúdo de Bardin revelou seis categorias: contato prévio com estomias; a relação com o outro e a sociedade; relação com o corpo; orientações pré e pós-operatórias; melhora do bem-estar; e estomia como processo transitório. Os resultados indicam que o contato prévio não garantiu compreensão sobre a estomia. A relação com o corpo é influenciada pela sociedade, gerando sentimentos de estranhamento e preocupação estética. A falta de orientações pré e pós-operatórias adequadas intensifica o sofrimento. A melhora do bem-estar físico e o caráter temporário da estomia são fatores que facilitam a aceitação. O suporte social (família, grupos de apoio, influenciadores) e técnico são cruciais para a adaptação e ressignificação do corpo estomizado. O estudo contribui para intervenções mais eficazes no ambiente hospitalar, embora a limitação da amostra não inclua pacientes com estomias definitivas.

Palavras-chave: Estomia; Imagem Corporal; Hospitalização; Psicologia.

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Publicado

23-12-2025

Edição

Seção

Dossiê Saúde Mental, Educação, Saúde e Gênero