Derrame pericárdico como manifestação cardíaca na dengue: relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i3.4330Resumo
Objetivo: Descrever um caso de apresentação clínica não usual de dengue Detalhamento de Caso: Paciente, do sexo feminino, 60 anos de idade que inicialmente, queixou-se de cansaço, sudorese noturna, tosse seca, dor de garganta e febre. Foi tratada, inicialmente com antibioticoterapia por suspeita de infecção das vias aéreas superiores, porém evoluiu com diversos sintomas, especialmente fadiga, que se estendeu por cerca de um ano. Foram realizadas radiografia de tórax e tomografia computadorizada (TC), sem anormalidades, porém exames laboratoriais eram compatíveis com reação inflamatória. Diversas sorologias foram negativas para outras enfermidades infecciosas, exceto um teste de IgM positivo para o vírus da dengue. Cerca de três meses após o início dos sintomas, uma nova TC de tórax e ecocardiograma demonstraram derrame pericárdico leve a moderado e espessamento pericárdico, sendo sugestivo de pericardite. Foi instituído tratamento com colchicina e ibuprofeno por 4 meses. Derrame pericárdico leve residual ainda persistiu durante o período de acompanhamento de 5 anos. Considerações finais: A dengue é uma arbovirose de alta relevância em humanos. Deve-se atentar não apenas quanto às manifestações clínicas usuais, mas também as formas atípicas, a fim de diagnosticar todas as possíveis complicações. A ecocardiografia pode desempenhar um papel importante no manejo clínico, mesmo nos casos em que os pacientes apresentam dengue na forma oligossintomática.
Palavras-Chave: Dengue; Derrame Pericárdico; Pericardite.
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Copyright (c) 2025 Livia Liberata Barbosa Bandeira, Carolina de Paula Orioli da Silva, Ana Helena Abissamra Figueiredo Mendes, Alexandre Augustus Brito de Aragão, Ivana Picone Borges de Aragão

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