Evolução hospitalar de envolvidos em acidentes motociclísticos no interior da Bahia
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i3.4872Resumo
Introdução: os acidentes de trânsito configuram um problema de saúde pública resultando em óbitos ou lesões na via pública, sendo as motocicletas destacadas por alta morbimortalidade. O estudo justifica-se pela magnitude dos acidentes envolvendo motocicletas e objetiva descrever a evolução dos indivíduos atendidos por acidentes motociclísticos em um hospital geral da Bahia no período de 2013 a 2017. Materiais e métodos: estudo descritivo e transversal, com dados secundários dos prontuários de envolvidos em acidentes motociclísticos. Analisou-se os dados no Programa Statistical Package for the Social Sciences, versão 21, através da estatística descritiva, sendo submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e aprovado sob parecer 1.461.993/2016. Resultados: foram identificados 1.717 indivíduos, sendo 85,7% homens, 35,7% entre 19 a 29 anos, 82,4% pardos, 88,8% sem informação ocupacional e 49,9% residentes em Jequié. De acordo as características dos acidentes 26,2% dos atendimentos ocorreram aos domingos, 9,7% no mês de março, 26% em 2016 e 34,6% à noite. 72,2% apresentaram infecção, 5,8% foram internados em Unidade de Terapia Intensiva e 91,7% alcançaram altas. A média de permanência hospitalar foi de 10,8 dias. Discussão: a alta frequência de acidentes motociclisticos resulta em um grande impacto social, sendo mais prevalente em populações frequentemente expostas a comportamentos de risco. Considerações finais: é essencial sensibilizar a população sobre a prevenção de acidentes de trânsito, e adotar medidas de controle, fiscalização, penalização e educação, a fim de reduzir os impactos na qualidade de vida, na economia e na saúde pública.
Palavras-Chave: Acidentes de Trânsito; Assistência Hospitalar; Epidemiologia; Evolução Clínica; Motocicletas.
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