Eventos Adversos em uma Unidade de Terapia Intensiva

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i1.4980

Resumo

Introdução: O objetivo deste estudo é conhecer os Eventos Adversos (EA) mais frequentes em pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) COVID-19 e descrever o perfil clínico e epidemiológico desses. Materiais e métodos: Estudo transversal, realizado a partir da análise de prontuários de pacientes internados em uma UTI COVID-19 de um hospital público do interior da Bahia, no ano de 2020. Resultados: Compuseram a amostra 203 prontuários, os quais a maioria foram idosos (61,1%) e mulheres (50,7%). 92,1% dos investigados apresentaram alguma comorbidade, sendo as mais frequentes a hipertensão arterial sistêmica - HAS (69,5%), o diabetes mellitus tipo II – DM II (43,8%), a obesidade (28,1%) e o tabagismo (21,7%). Quanto a ocorrência dos EA, 56,6% dos pacientes sofreram algum incidente. Desses, os mais comuns foram as lesões por pressão - LPPs (23,6%), as infecções relacionadas a assistência em saúde – IRAS (22,7%) e as pneumonias associadas a ventilação mecânica – PAVs (13,8%). Dentre os EA relacionados aos procedimentos, a traqueostomia (TQT) tardia foi a mais recorrente (14,3%). Em relação ao desfecho da amostra, observou-se um valor próximo entre óbitos e altas, respectivamente 48,3% e 44,3%. Com amplo percentual (44,3%), permanecendo menos de 7 dias na UTI e entre 7 a 14 dias no hospital (34,5%). Considerações finais: Os EA tiveram significante ocorrência, com maior frequências das LPPs, IRAS e PAVs. Cabendo a continuidade do estudo, afim de investigar a possível associação entre a ocorrência dos EA e o aumento do risco de óbito e de maior tempo de permanência hospitalar.

Palavras-Chave: Eventos Adversos; Unidades de Terapia Intensiva; COVID-19.

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Biografia do Autor

Roberta Barros de Miranda, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Fisioterapeuta pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Discente do Mestrado em Ciências da Saúde do Programa de Pós Graduação em Enfermagem e Saúde- PPGES/UESB, Jequié, Bahia, Brasil.

Jocinei Ferreira Constâncio, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Fisioterapeuta, professor assistente na UESB, Mestre em ciências da saúde pelo - PPGES/UESB, Discente do doutorado em Ciências da Saúde do PPGES/UESB, Jequié, Bahia, Brasil.

Tatiane Oliveira de Souza Constâncio, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Enfermeira, professora adjunta na UESB, doutora em Ciências da Saúde pelo PPGES/UESB, Jequié, Bahia, Brasil.

Washington da Silva Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Fisioterapeuta, professor adjunto na UESB, doutor em Memória Linguagem e Sociedade pela UESB, docente do PPGES/UESB, Jequié, Bahia, Brasil

Jarlan Santana de Souza, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Fisioterapeuta pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Salvador, Bahia, Brasil.

Érika Souza Cardoso, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Fisioterapeuta pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Jequié, Bahia, Brasil.

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Publicado

30-04-2025