A percepção da sobrecarga no familiar/cuidador do paciente em cuidados paliativos oncológicos no âmbito hospitalar
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i2.5080Resumo
Objetivo geral: Desvelar a percepção do cuidador e as dimensões de sobrecarga vivenciadas no cuidado cotidiano ao seu familiar em cuidados paliativos oncológicos no âmbito hospitalar, e as implicações da espiritualidade nesse enfrentamento e como objetivos específicos: Descrever a percepção do cuidador de paciente em cuidados paliativos oncológicos no âmbito hospitalar acerca do cuidado cotidiano ao seu familiar; Conhecer as dimensões de sobrecarga é vivenciada pelo familiar/cuidador do paciente em cuidados paliativos oncológicos no âmbito hospitalar; Mencionar as implicações da espiritualidade do familiar/cuidador no enfrentamento dessa experiência vivenciada; Propor uma ação educativa junto a Educação Permanente como um facilitador na abordagem da sobrecarga do cuidador familiar do paciente. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem qualitativa à luz da perspectiva fenomenológica em MerleauPonty uma vez que teve como pretensão, desvelar, compreender e revelar uma situação existencial vivida pelo ser humano. Este estudo está em consonância com a Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº. 466/12, foi submetido e posteriormente aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, via Plataforma Brasil, com anuência do Instituto Nacional do Câncer, e está inscrito sob o CAAE nº 66464423.1.0000.5274, iniciou-se a entrevista fenomenológica. O cenário foi o setor de Internação do Instituto Nacional do Câncer IV no estado do Rio de Janeiro. Foram 15 entrevistados, todos cuidadores principal e familiar ou que tenha um vínculo bem próximo do paciente, mediante roteiro semiestruturado, com perguntas abertas o que permitiu o aprofundamento das falas. Interpretaram-se os dados a partir da análise fenomenológica de Amedeo Georgi. Por fim, considera-se que a pesquisa atingiu os objetivos propostos. Resultados: Ser familiar cuidador de paciente ocasiona uma série de reveses e frente disso a busca pelo sentido da vida passa a ser primordial para o seu enfrentamento e superação do momento vivido. Foi evidenciada uma tendência ao sofrimento no enfrentamento da proximidade da terminalidade, fim de vida. A ligação com o transcendente seja ele a fé, a esperança, a comunhão, a vida de oração e a paz vinculada a Deus, é afirmada como uma questão importante. Conclusão: Identificar as necessidades espirituais dos cuidadores familiares e promover apoio aos cuidadores familiares como parte do cuidado espiritual, de forma que este cuidado seja humanizado e com assistência integral. A espiritualidade traz benefícios à saúde integral do familiar frente aos desafios de ser cuidador de um ente em cuidados paliativos oncológicos. Limitações: Frequentemente o enfermeiro se vivencia o cuidado espiritual em suas práticas diárias, então se torna necessário que seja um hábito a assistência ao ser humano como um todo e, portanto, um preparo acadêmico que reforce a importância dessa dimensão para a prestação de um cuidado integral.
Palavras-chave: Cuidado Paliativo; Cuidadores; Percepção.
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