Educação em saúde para mulheres pós transplante renal sobre gestação: uma contribuição para a enfermagem

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DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i2.5104

Resumo

Introdução: A gravidez após um transplante renal envolve riscos significativos que precisam ser gerenciados adequadamente. Para que a gestação pós transplante renal ocorra com um bom desfecho, as mulheres devem ser acompanhadas e orientadas por enfermeiros com conhecimento científico sobre transplante renal e seu impacto na gestação. Materiais e Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados LILACS e PUBMED,via BVS. A busca incluiu artigos publicados nos últimos 5 anos, em português, inglês e espanhol, utilizando descritores relacionados à gravidez em mulheres transplantadas renais. Resultados: Cinco estudos foram selecionados, abordando complicações como pré-eclâmpsia e parto prematuro. As taxas de pré-eclâmpsia podem chegar a 25% entre mulheres com hipertensão pré-existente. Além disso, as gestações são frequentemente marcadas por parto prematuro e baixo peso ao nascer, especialmente entre aquelas com hipertensão crônica. Discussão: Os medicamentos imunossupressores apresentam riscos teratogênicos e devem ser geridos com cuidado. A educação em saúde é fundamental para capacitar essas mulheres a compreenderem sua condição e os cuidados necessários. O monitoramento contínuo da saúde materna e a troca de imunossupressores antes da gestação são cruciais para minimizar riscos. Considerações Finais: É essencial implementar programas educacionais que garantam acesso à informação e suporte emocional. A criação de materiais educativos, como vídeos informativos, é uma prioridade para assegurar que as mulheres transplantadas tenham acesso às informações necessárias para uma gestação segura e saudável. Assim, o cuidado especializado da equipe multiprofissional é crucial para atender às necessidades específicas dessas pacientes durante a gestação.

Palavras-Chave: Doença Crônica Renal; Transplante; Gestação; Educação em Saúde.

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Biografia do Autor

Cristiane de Mello Barreto, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Discente de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Viviane Ganem Kipper de Lima, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Docente do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Mestre em Enfermagem, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Tatiane da Silva Campos, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Docente do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Doutora em Bioética ética aplicada e Saúde coletiva, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Fabrine Cobucci de Sousa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Docente do Curso de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Enfermeira Maternidade Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Ciencias, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Ninive Pita Gomes de Oliveira, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

Discente do Doutorado em Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Enfermeira Hospital Universitário Pedro Ernesto, Mestre em Enfermagem, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

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Publicado

19-07-2025