Evolução e Desafios da Febre Maculosa em Mulheres no Brasil (2014-2024): Um Estudo Descritivo
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i1.5157Resumo
Introdução: A Febre Maculosa (FM) é uma doença zoonótica transmitida por carrapatos, reconhecida como um problema de saúde pública em diversas regiões do Brasil e do mundo. Objetivo: Analisar a evolução epidemiológica e os desafios no manejo clínico da febre maculosa em mulheres no Brasil entre 2014 e 2024. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva e retrospectiva, baseada em dados secundários do Painel Epidemiológico do Ministério da Saúde. Resultados: Foram notificados 19.439 casos, com 713 confirmações e taxa de letalidade de 23%. Houve redução significativa na letalidade, de 37% em 2016 para 7,4% em 2024, associada a avanços no diagnóstico e tratamento. São Paulo e Santa Catarina tiveram maior incidência. Mulheres brancas (61,43%) foram mais afetadas, especialmente nas faixas de 50-59 anos e menores de 10 anos. A exposição a áreas com vegetação foi relatada em 58% dos casos confirmados. Febre (85,69%), cefaleia (73,49%) e mialgia (67,88%) foram os sintomas mais comuns. A confirmação laboratorial correspondeu a 86,4% dos diagnósticos. Discussão: A FM apresenta alta letalidade devido ao diagnóstico tardio, tratamento inadequado e desafios no manejo clínico, além de fatores como a falta de exames confirmatórios rápidos e a indisponibilidade de medicamentos essenciais. Conclusão: Conclui-se que os avanços nas políticas de saúde e no controle da doença foram desenvolvidos para a redução da mortalidade, embora desafios como lacunas na coleta de dados e variações regionais ainda persistam.
Palavras-Chave: Epidemiologia; Febre Maculosa; Rickettsia; Doenças Transmitidas por Carrapatos; Mulheres; Diagnóstico Precoce.
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Copyright (c) 2025 Claudia Aparecida Godoy Rocha, Bianca Martricia Silva de Oliveira, Dheyme Eveline Silveira Franco, Leydiane Conceição Pompeu, Jéssica Batista do Santos, Sandra dos Santos Tavares

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