Desafios Vivenciados pelos Profissionais da Estratégia Saúde da Família para Promoção da Saúde Mental do Adolescente
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i1.5170Resumo
A integração da saúde mental à Atenção Primária à Saúde (APS) tem ocorrido gradativamente em diversos países, alinhada com as propostas de fortalecimento da Rede de Cuidados Primários e os preceitos dos movimentos antimanicomiais. No entanto, esse processo muitas vezes não é precedido por um mapeamento e avaliação das práticas adotadas pelos profissionais de saúde para a construção de políticas locais, o que torna relevante a investigação dos desafios vivenciados por esses profissionais no cuidado em saúde mental de adolescentes. Objetivos: identificar e analisar os desafios vivenciados pela equipe multiprofissional da Estratégia Saúde da Família (ESF) para realizar ações de promoção da saúde mental com adolescentes. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória, focada nas práticas de promoção da saúde mental de adolescentes. O estudo foi realizado com profissionais das oito equipes do Programa Médico de Família da Região Oceânica do município de Niterói – RJ, por meio de aplicação de questionário com questões abertas e fechadas, para caracterizar a atuação de profissionais da APS junto aos adolescentes. Resultados: Os dados revelam despreparo dos profissionais para atender as demandas dos adolescentes; ausência de ações voltadas para a promoção em saúde mental na APS, falta de espaços recreativos e culturais no território, desconhecimento dos dispositivos de atenção à saúde do adolescente do município, ausência de trabalho intersetorial, experiências emocionais traumáticas vivenciadas pelos profissionais durante sua adolescência e falta de diretrizes para atenção à saúde mental dos adolescentes na APS. Conclusão: Os profissionais não se consideram preparados para desenvolver ações de promoção da saúde mental de adolescentes. Na ausência de diretrizes para o atendimento dessa população, os profissionais realizam, prioritariamente, consultas breves de aconselhamento às famílias e encaminham os casos mais graves para serviços especializados. O trabalho intersetorial com o Programa Saúde na Escola foi apontado como um desafio urgente e necessário, mas não foram indicadas ações concretas para sua realização. Este estudo pretende contribuir com diretrizes para subsidiar política de atenção à saúde mental do adolescente.
Palavras-Chave: Saúde do Adolescente; Saúde Mental; Promoção da Saúde.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Claudia Mara de Melo Tavares, Sônia Barros

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o artigo simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito pela criação original. É a licença mais flexível de todas as licenças disponíveis. É recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Ver o texto legal da licença em: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/









