Glioblastoma multiforme: O que há de novo em relação as terapêuticas instituídas?
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i3.5182Resumo
O glioblastoma multiforme (GBM) é uma das neoplasias mais agressivas do sistema nervoso central, com baixa taxa de sobrevida e prognóstico desfavorável. Apesar dos avanços no diagnóstico, a sobrevida média após o tratamento é de 14 a 18 meses, com a radiocirurgia estereotáxica ainda não apresentando melhorias substanciais. Este estudo busca revisar as abordagens terapêuticas atuais para o controle do GBM, incluindo tratamentos farmacológicos, cirúrgicos e terapias alternativas. A pesquisa bibliográfica foi conduzida entre setembro e outubro de 2024 nas bases de dados PubMed e BVS, utilizando artigos recentes (2023-2024) relacionados a terapias para o GBM, selecionados por meio de palavras-chave definidas nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Os resultados indicam que, apesar de a temozolomida ser o único fármaco aprovado, suas limitações, como baixa eficácia e efeitos colaterais, geram a busca por novas combinações terapêuticas, como o uso de metformina e resveratrol. Técnicas cirúrgicas, como a ressecção supratotal, e terapias inovadoras, como a terapia de campos de tratamento de tumores (TTFields) e a terapia térmica intersticial a laser (LITT), apresentam resultados promissores, especialmente em casos recidivantes. No campo da imunoterapia, abordagens como células CAR-T e vacinas de células dendríticas estão em desenvolvimento, mas ainda carecem de evidências conclusivas sobre seus benefícios. O estudo conclui que, apesar dos progressos, o tratamento do GBM continua sendo um grande desafio e mais pesquisas são necessárias para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
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Copyright (c) 2025 Marcelo Augusto Macedo Pinto, Barbara da Silva Soares Telles

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