Avaliação do impacto da mucosite oral em pacientes oncológicos utilizando análises de redes complexas.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i3.5342

Resumo

Introdução: Mensurar a qualidade de vida é um parâmetro importante para que não sejam discutidas apenas as doenças e sintomas, mas as queixas e valores durante o tratamento, além de aumentar a avaliação do prognóstico e a sobrevida do paciente. Objetivos: verificar o impacto da mucosite oral na qualidade de vida em pacientes oncológicos. Método: Foi realizado um estudo transversal, descritivo e analítico. A população de estudo é proveniente de base hospitalar, pacientes oncológicos adultos que desenvolveram um quadro de mucosite após o tratamento com quimioterapia e radioterapia. Para verificar as relações entre as mensurações do Impacto da Saúde Bucal nas Atividades Diárias e a mucosite, e verificar as propriedades psicométricas do instrumento, foram utilizadas ferramentas de análises de Redes Sociais. Essas análises foram realizadas na Linguagem de programação R e Python. Resultados: O estudo foi de base hospitalar, sendo 11 do sexo masculino e 16 do sexo feminino. Em relação a idade, a média foi 55,19 anos com um desvio padrão de 11,80. Não foram verificadas diferenças estatísticas das idades nos dois gêneros estudados, utilizando estatística bayesiana (Valor de BF10 <1). O impacto mais prevalente foi em relação a xerostomia. Para a análise agrupamento baseados em vizinhança, o O R2 do modelo foi de 0.360. O cluster 2 apresenta uma pior qualidade de vida, mas não foi relacionado a severidade de mucosite, sexo e idade. Conclusão: A análise de redes complexas e um bom recurso auxiliar para avaliação da qualidade de vida, prognóstico e a sobrevida do paciente.

Palavras-Chave: Mucosite Oral; Pacientes Oncológicos; Análises de Redes Complexas; Saúde Coletiva; Qualidade de Vida.  

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Biografia do Autor

Carlos Felipe Sarmento Pereira, Universidade de São Paulo (USP)

Discente do Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas da Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo, São Paulo, Brasil

Camila Lindoni Azevedo, Universidade de São Paulo (USP)

Discente do Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas da Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo, São Paulo, Brasil.

Nayara Fernanda Pereira, Universidade de São Paulo (USP)

Discente do Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas da Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo, São Paulo, Brasil

Maria Gabriela Haye Biazevic, Universidade de São Paulo (USP)

Docente do Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas da Faculdade de Odontologia da USP, São Paulo, São Paulo, Brasil.

Ismar Eduardo Martini filho, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Docente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade do Sul da Bahia, Jequié, Bahia, Brasil.

Edgard Michel-Crosato, Universidade de São Paulo (USP)

Docente do Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas da Faculdade de Odontologia da USP, SP, Brasil.

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Publicado

03-10-2025