Análise da procura por serviços de saúde por mulheres trabalhadoras feirantes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i2.5496

Resumo

Os estudos apontam que as mulheres constituem as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), contudo, os desafios para assegurar a saúde dessas mulheres são contínuos, sobretudo, quando se considera as trabalhadoras feirantes sem direitos previdenciários, com atividade laboral em condições de estresse, variabilidade financeira e alimentação inadequada. O objetivo geral foi analisar a procura por serviços de saúde por mulheres trabalhadoras feirantes de um mercado municipal. Trata-se de um estudo epidemiológico, censitário e do tipo inquérito (transversal e individuado) desenvolvido com dados de baseline de um estudo de coorte. Participaram do estudo 263 trabalhadoras feirantes, destas, houve procura por serviços de saúde nas últimas semanas por 32 delas, o que representa 12,2%. Somente a variável situação conjugal mostrou associação estatística, revelando que as mulheres feirantes casadas (14,7%) procuram mais os serviços de saúde comparadas com às não casadas (7,5%), com significância estatística (p = 0034). A análise dos principais resultados revela uma prevalência baixa de procura pelos serviços de saúde pelas trabalhadoras feirantes. A pouca ou nenhuma procura por atendimentos nos serviços de saúde é um dos desafios que precisa ser compreendido como determinante dado sua influência na qualidade de vida e promoção da saúde das feirantes.

Palavras-chave: Mulheres Trabalhadoras; Serviços de Saúde; Setor Informal.

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Biografia do Autor

Alexandre de Almeida Soares, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Discente do curso de Enfermagem, Universidade do Estado da Bahia-UNEB, Guanambi, Bahia, Brasil. 

Laís de Souza Porto Porto , Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Discente do curso de Enfermagem, Universidade do Estado da Bahia-UNEB, Guanambi, Bahia, Brasil.

Tarcísio Viana Cardoso, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Discente do curso de Pós Graduação em Enfermagem e Saúde – Nível Doutorado, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, Jequié, Bahia, Brasil.  

Dorival Fagundes Cotrim Junior, Universidade do Estado da Bahia (UNEB)

Docente do curso de Enfermagem, Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ e Doutor em Direito pela Potifícia Universidade Católica - PUC Rio, Universidade do Estado da Bahia-UNEB, Guanambi, Bahia, Brasil. 

Adriana Alves Nery, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Docente do curso de Pós Graduação em Enfermagem e Saúde- Nível Doutorado, Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, Jequié, Brasil.

Marcela Andrade Rios, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB)

Docente do curso de Enfermagem, Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, Universidade do Estado da Bahia-UNEB, Guanambi, Bahia, Brasil. 

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Publicado

19-07-2025