Lesão renal aguda em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensivas
Resumo
Objetivo: analisar a prevalência e os fatores associados à Lesão Renal Aguda (LRA) em pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital geral no sudoeste baiano. Método: trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e quantitativo, realizado com 304 prontuários de pacientes internados em UTI entre junho a setembro de 2024. Os dados coletados incluíram variáveis sociodemográficas, admissionais e clínicas. Realizou-se o teste Qui-quadrado, o exato de Fisher e o teste t-Student, para identificar a existência de diferença nas proporções das variáveis. Resultados: a ocorrência de LRA foi de 8,2% (n=25), sendo a maioria dos indivíduos do sexo masculino (76%) e tabagistas (28% vs. 10,1%; p=0,016). No que se refere às condições clínicas e às complicações da hospitalização, os pacientes com LRA permaneceram por um período mais prolongado na UTI (11 ± 11 vs. 7 ± 9 dias; p=0,040), apresentaram maior demanda por ventilação mecânica invasiva (VMI) (80,0% vs. 51,6%; p=0,005) e maior necessidade de fármacos vasoativos (76,0% vs. 48,7%; p=0,007). Ademais, registraram uma prevalência superior de lesão por pressão (LPP) (44,0% vs. 13,3%; p<0,0001), sepse (32,0% vs. 7,9%; p=0,001) e parada cardiorrespiratória (PCR) (36,0% vs. 12,2%; p=0,004). O óbito foi mais frequente entre os pacientes com LRA (52,0% vs. 24,4%; p=0,005). Conclusão: os resultados indicam que a LRA é um problema relevante em UTIs, sendo influenciada pelo tabagismo, VMI, uso de droga vasoativa, sedoanalgesia, LPP, sepse e PCR. Pacientes com LRA permaneceram mais tempo na UTI, e apresentaram uma maior mortalidade.
Palavras-chave: Lesão Renal Aguda; Unidades de Terapia Intensiva; Prevalência; Fatores de Risco.
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