Percepções de usuários em terapia renal conservadora sobre automedicação e polimedicação
Resumo
Introdução: No contexto da doença renal é comum o uso de múltiplos medicamentos. A prática da automedicação pode provocar sérios problemas à saúde. O objetivo deste foi descrever a percepção de usuários sobre a automedicação e a polimedicação no cotidiano de acompanhamento da terapia renal conservadora. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo descritivo e exploratório de abordagem qualitativa, com 15 pacientes, de ambos os sexos, acompanhados no ambulatório de tratamento conservador de um hospital no Rio de Janeiro. Resultados: 46,6% praticam automedicação e práticas prejudiciais à saúde. Além disso, problemas relacionados à polimedicação foram destacados: custos financeiros, falta de percepção de melhora clínica, impactos na autoimagem e desconhecimento dos objetivos da terapia medicamentosa. Discussão: Esses achados evidenciam desafios no tratamento conservador de pacientes com doença renal crônica, reforçando a necessidade de ações educativas que promovam o uso racional de medicamentos, considerando os efeitos adversos e a nefrotoxicidade. Considerações finais: Conclui-se que enfermeiros envolvidos no cuidado de pacientes com doença renal crônica em tratamento conservador devem incluir estratégias para avaliar a automedicação e dificuldades relacionadas à polimedicação, permitindo intervenções que melhorem os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.
Palavras-Chave: Polimedicação; Automedicação; Terapia Renal Conservadora; Gestão Medicamentosa.
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Copyright (c) 2025 Taynara Alves Barbosa Rodrigues, Tatiane da Silva Campos, Patricia Britto Ribeiro de Jesus, Silvia Maria de Sá Basilio Lins

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