Uma reflexão entre a concepção spinozista do suicídio e os fatores preditores do comportamento suicida
DOI:
https://doi.org/10.21727/rpu.v16i3.5665Resumo
Introdução: O suicídio é um fenômeno multifatorial que representa o autoextermínio intencional de um indivíduo e que desafia os campos da saúde, psicologia e filosofia. Este estudo tem como objetivo refletir sobre o comportamento suicida a partir da concepção filosófica de Baruch Spinoza, confrontando-a com os fatores preditores reconhecidos na literatura contemporânea. Materiais e Métodos: Trata-se de uma reflexão tórico-filosófica acerca do suicídio a partir da concepção de Baruch Espinoza. Resultados: Para Spinoza, o suicídio não é fruto de um desejo ativo, mas de uma condição de impotência gerada por afecções externas que limitam a potência de agir do indivíduo. Essa leitura filosófica dialoga com os achados contemporâneos, que identificam fatores como desesperança, isolamento social e transtornos mentais como precursores do suicídio. Discussão: A compreensão spinozista permite uma abordagem ampliada do tema, ao situar o suicídio não como ato isolado, mas como expressão da ausência de racionalidade ativa e da submissão a afetos passivos. Considerações finais: As ações preventivas devem considerar não apenas os fatores clínicos e sociais, mas também estratégias que promovam a autonomia, o autoconhecimento e o fortalecimento da razão, favorecendo a reconstrução da potência de viver. A filosofia de Spinoza, nesse sentido, oferece subsídios valiosos para um enfrentamento mais profundo e integral do sofrimento psíquico que conduz ao suicídio.
Palavras-Chave: Afeto; Comportamento Autodestrutivo; Saúde Mental; Suicídio; Transtornos Mentais.
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