Desempenho mecânico de um cimento de ionômero de vidro convencional variando a proporção pó/líquido

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i2.4282

Resumo

Introdução: A doença cárie é um dos principais agravos em saúde pública que pode causar grande destruição dental. O tratamento restaurador atraumático (ART) consiste na remoção seletiva da dentina cariada com instrumentos manuais e inserção de cimento ionômero de vidro (CIV) de alta viscosidade. É uma técnica de amplo alcance social e de fácil usabilidade. Para obter comportamento similar ao CIV de alta viscosidade quanto à consistência, é comum cirurgiões-dentistas alterarem a proporção pó/líquido dos CIVs convencionais. O presente estudo propôs avaliar o impacto sobre a resistência à compressão de um CIV convencional variando a proporção pó/líquido. Materiais e métodos: Foram distribuídos 48 espécimes em 4 grupos (n=12): G1 – Maxxion R (MR) 1:1 (controle negativo), G2- MR (1,5:1), G3- MR (2:1) e G4- Vitro Molar 1:1 (controle positivo). Os CIVs foram inseridos em matriz cilíndrica de 6X4mm. Após a presa, os espécimes foram armazenados em estufa a 37ºC/24h e submetidos ao ensaio mecânico de compressão em máquina universal de ensaio com velocidade de 1mm/min até o momento de falha. Resultados e discussão: Conforme o teste ANOVA, o G4 apresentou a maior média do teste à compressão (26,8 MPa), seguido dos grupos G3 (20,0), G1 (17,60) e G2 (15,5), p<0,05. As análises do teste Tukey demonstraram diferença estatisticamente significativa entre G1 e G4; G2 e G4. Considerações finais: Com base nas análises dos resultados encontrados e considerando as limitações desse estudo in vitro, constatou-se que a alteração na proporção pó/líquido 1,5:1 (G2) reduziu a resistência mecânica à compressão do CIV convencional.

Palavras-Chave: Cárie Dentária; Cimentos de Ionômero de Vidro; Testes Mecânicos.

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Biografia do Autor

Geovana A. Brum Lisboa, Centro Universitário Estacio Juiz de Fora

Discente de graduação em Odontologia, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

 

Ester de Lemos Guimarães, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora

Discente de graduação em Odontologia, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Letycia Gonzaga Fernandes, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora

Discente de graduação em Odontologia, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Tamires de Andrade Silva, Universidade Federal de Juiz de Fora

Discente de graduação em Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Laísa Araújo Cortines Laxe, Universidade Federal de Juiz de Fora

Docente do Curso de Odontologia da Universidade Federal de Juiz de Fora, Doutorado em Odontologia, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Vitória Celeste Fernandes Teixeira do Carmo, Centro Universitário Estácio Juiz de Fora

Docente do Curso de Odontologia do Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, Doutoranda em Odontologia PPgO/UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil.

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Publicado

19-07-2025