Bioética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos

Uma Reflexão Teórica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i1.4685

Resumo

Introdução: Pesquisas que envolvem seres humanos devem ser regidas pelos princípios éticos da autonomia, beneficência, não maleficência e justiça e a função prioritária da bioética na pesquisa em seres humanos é a de proteger o participante submetido a um estudo. Objetivo: Resgatar o histórico da ética na pesquisa envolvendo seres humanos, apresentando as diretrizes vigentes atualmente e os possíveis efeitos que o Projeto de Lei (PL) 7082/2017 poderá trazer caso seja aprovado. Materiais e métodos: Trata-se de um ensaio teórico-reflexivo com base na análise do PL 7082/2017 e suas repercussões a luz do resgate histórico da bioética e comparação com a PL 200/2015, vigente atualmente. Resultados e Discussão: A ética em pesquisa passou por uma evolução desde o século XVII até XXI, quando o Conselho das Organizações Internacionais de Ciências Médicas em parceria com a Organização Mundial de Saúde, atualizou as normas em pesquisas envolvendo humanos, chegando a 2015 com a PL200. O PL 7082/2017, que está em tramitação, visa alterar alguns pontos até então tidos como fundamentais, tornando os participantes envolvidos nas pesquisas ainda mais vulneráveis. Considerações finais: Atualmente ainda nos deparamos com casos verídicos de desrespeito aos preceitos éticos, levando a sequelas ou até a morte em humanos, como nos casos Tuskegee, Vipeholm e o estudo da proxalutamida no tratamento da Covid-19. A nova Lei se aprovada, coloca em risco a estrutura construída e bem consolidada do sistema CEP/CONEP, e, consequentemente ameaça a proteção do indivíduo e a garantia da ética durante a realização de pesquisas.

Palavras-chave: Ética em pesquisa, Conflito de Interesses, Política de Pesquisa em Saúde.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cynthia Roberta Torres Barros, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)

Médica, discente do programa de pós-graduação stricto sensu, modalidade Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Brasília, DF, Brasil.

Thais Barros Zanette Da Silva, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)

Odontóloga, discente do programa de pós-graduação stricto sensu, modalidade Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Brasília, DF, Brasil.

Leila Bernarda Donato Göttems, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)

Enfermeira, doutrora em administração, docente do programa de pós-graduação stricto sensu, modalidade Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Brasília, DF, Brasil.

Ana Lúcia Ribeiro Salomon, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)

Nutricionista, doutora em ciências da saúde, docente do programa de pós-graduação stricto sensu, modalidade Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Brasília, DF, Brasil. 

Ana Maria Costa, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)

Médica, doutora em ciências da saúde, docente do programa de pós-graduação stricto sensu, modalidade Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde, Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Brasília, DF, Brasil.

Downloads

Publicado

30-04-2025