Representações sociais do Omolokô enquanto formadoras da identidade social dos seus adeptos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21727/rpu.v16i2.5333

Resumo

Estudar a identidade dos praticantes de religiões afro-brasileiras, como o Omolokô, é de extrema, importância, uma vez que a cultura religiosa possibilita o conhecimento e cria um espaço de resistência e afirmação identitária, bem como a preservação das tradições ancestrais. As representações sociais e a identidade social estão intrinsecamente ligadas nesse contexto. É um processo contínuo de autoafirmação, valorização e resistência cultural. O estudo tem como objetivo descrever a estrutura das representações sociais sobre Omolokô, construídas por seus seguidores. A relevância social deste estudo está centrada no fato de que ao dar voz a esses sujeitos surge a oportunidade de conhecer seus desejos, medos, imagens, dificuldades, atitudes, barreiras e sentimentos. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa apoiado na teoria do núcleo central (TNC) das representações sociais, realizado em 05 terreiros Omolokô localizados no Estado do Rio de Janeiro, com 106 participantes os resultados revelaram que a dimensão afetiva e imagética perpassa a identidade desse grupo. Essa dimensão estabelece condições para que os praticantes possam exercer sua religião e, ao mesmo tempo, encontrar sentido na vida. Esse ímpeto é comum a todas as pessoas. Assim reconhecemos a fé como uma das expressões da espiritualidade, estando envolvida nesta busca e oferecendo possibilidades para tal descobrimento. O processo de reafirmação dessa identidade cultural se mantém até os dias atuais, mantendo nos seguidores do Omolokô e de outras religiões afrodescendentes sentimentos de respeito, acolhimento e paz.

Palavras-chave: Representação social; Omolokô; Identidade.

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Biografia do Autor

Carla Cristina Gonçalves, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Enfermeira no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE/UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Mestre em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro (RJ), Brasil. 

Antonio Marcos Tosoli Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Enfermeiro. Docente. Doutor em Enfermagem. Professor Titular da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Alvaro Rafael Santana Peixoto, Universidade Estácio de Sá

Psicólogo. Doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Docente da Universidade Estácio de Sá. Universidade Salgado de Oliveira, RJ, Brasil.  

França Helena Elias Pereira, Universidade Estacio de Sá

Enfermeira docente da Universidade Estacio de Sá, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Mestre em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Milena Quaresma Lopes, Instituto Nacional de Cancer (INCA)

Enfermeira no Instituto Nacional do Cancer (INCA), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

Juliana de Lima Brandão, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Enfermeira. Discente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Doutoranda em Enfermagem). Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Rio de Janeiro, RJ, Brasil. 

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Publicado

19-07-2025

Edição

Seção

Espiritualidade e Saúde