Implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra: Facilidades e Dificuldades

Autores

Resumo

Introdução: A Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) de 2022 revelou que 56,0% da população brasileira se autodeclara negra, sendo que 67,0% deste grupo depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Diante disso, este trabalho possui o objetivo de identificar as facilidades e as dificuldades observadas pela equipe de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) frente à implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Métodos: Estudo qualitativo, exploratório e descritivo, realizado em uma UBS do interior do Rio Grande do Sul, ligada à 13ª Coordenadoria Regional de Saúde. Sete profissionais participaram da entrevista semiestruturada em setembro de 2023. Foram incluídos profissionais com no mínimo seis meses de atuação e excluídos aqueles afastados por doença ou de férias. A análise de conteúdo foi baseada em Laurence Bardin. Resultados e Discussão: A experiência profissional dos participantes variava de um ano e dois meses a 17 anos, com média de oito anos. Um dos profissionais apontou o racismo como fator que impacta o atendimento, enquanto três mencionaram fatores socioeconômicos e fisiológicos como facilitadores. Apenas dois profissionais tinham conhecimento superficial da PNSIPN, enquanto os demais desconheciam. Três entrevistados destacaram o papel da assistência social dentro das Redes de Atenção à Saúde (RAS), enquanto outros desconheciam essas ações. Considerações Finais: A capacitação de cunho étnico-racial dos profissionais em saúde é crucial para qualificar o atendimento e fortalecer a articulação entre as RAS, a fim de aprimorar o atendimento da população negra.

Palavras-Chave: Equipe de Assistência ao Paciente; População Negra; Estratégia Saúde da Família; Enfermeiros.

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Biografia do Autor

Danieli do Nascimento, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Discente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

Ingre Paz, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Docente do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

Luciane Maria Schmidt Alves, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Docente do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

Lucas Augusto Hochscheidt, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Discente do Curso de Graduação em Medicina da Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

Anelise Miritz Borges, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)

Docente do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

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Publicado

31-01-2026