Galleria mellonella pode ser comparada a modelos mamíferos para ensaios in vivo?

Uma Revisão Sistemática

Autores

Resumo

Objetivo: Conduzir uma revisão sistemática sobre o uso de Galleria mellonella como modelo não mamífero para estudos in vivo e avaliar seu potencial como análogo a modelos mamíferos. Métodos: Esta revisão seguiu as diretrizes PRISMA, com a questão norteadora: “A G. mellonella pode ser utilizada como análogo a modelos mamíferos em ensaios biológicos?”, definida pela estratégia PICOs. As buscas foram realizadas no PubMed, MEDLINE Ovid, Scopus e Web of Science. Os critérios de inclusão foram estudos in vivo que realizaram os mesmos ensaios tanto em G. mellonella quanto em modelos mamíferos, publicados como artigos originais em inglês, português ou espanhol. Foram excluídos outros modelos de insetos e revisões. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta SYRCLE modificada. Resultados: Sete estudos foram incluídos, investigando virulência, eficácia antimicrobiana e toxicidade em G. mellonella e em modelos mamíferos. Um estudo apresentou baixo risco de viés, cinco risco moderado e um risco alto. Foram observadas tendências comparáveis em virulência e eficácia de fármacos, embora a heterogeneidade metodológica tenha limitado comparações diretas. Conclusão: G. mellonella é um modelo pré-clínico valioso, mas não pode substituir integralmente os estudos em mamíferos. Seu melhor uso é como ferramenta preliminar de triagem, sendo necessárias pesquisas comparativas adicionais para validar sua relevância translacional.

Palavras-chave: ensaios biológicos; grande traça da cera; modelo mamífero.

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Biografia do Autor

Vitória Batista Clemente, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Discente (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil.

Matheus Fernandes Lasneau Moraes, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Discente (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

Taleessa Vieira Gomes, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Discente (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

Amanda Marota de Oliveira, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Discente (Mestrado) Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

Mariana Simões de Oliveira, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Discente (doutorado) Programa de Pós-Graduação em Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

Ana Carolina Morais Apolônio, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Docente do Programa de Pós-Graduação, departamento de parasitologia, microbiologia e imunologia, Instituto de ciências biológicas, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil. 

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Publicado

31-01-2026